INFORMATIVO DA TAU VIRTUAL COMUNICAÇÃO

 
Número 1 - julho de 2004
 ARTIGO

 

VISITANTE DO FUTURO

Houve uma época, não muito distante, em que o Netscape, um produto de garagem, era utilizado por nove em cada dez internautas. Foi há pouco tempo que a Microsoft, o gigante de Redmond, até então adormecido, alheio ao fantástico crescimento da Internet, acordou faminto e determinado. Não se poderia simplesmente ignorar a jovem Internet comercial. Desperto, empenhou-se em uma batalha que duraria anos e seria travada em 'fronts' comerciais, técnicos e até jurídicos.

Durante os anos de conflito, o trabalho dos desenvolvedores de websites foi marcado pelo esforço em busca da compatibilidade. Sites perfeitamente visualizados em determinada versão do Internet Explorer, por exemplo, se apresentavam totalmente descaracterizados para os usuários de Netscape. Outras vezes, eles funcionavam bem para o Internet Explorer 4, mas eram deformados pelo Internet Explorer 5. Para piorar, mesmo o próprio Internet Explorer 5 apresentava significativas diferenças de exibição se estivessse instalado em máquina Windows ou Macintosh.

A cada nova versão ou browser que surgia, o risco da incompatibilidade se agravava. E, para que um nível de universalidade apenas razoável fosse alcançado, a única solução era criar sites diferentes para navegadores diferentes. Os desenvolvedores eram obrigados a tentar identificar o ambiente do visitante e fornecer-lhe um site que fosse navegável. Como isso, o trabalho de criação e manutenção de sites era triplicado ou quadruplicado. Não era incomum que cada site contivesse, em si, até 6 sites. Um enorme desperdício de tempo e, é claro, de dinheiro.

Traumas e veteranos

Quando a Guerra dos Browsers foi “vencida”, muitos comemoraram - não porque fossem partidários de um dos lados, mas porque a hegemonia de um parecia prenunciar a total derrocada dos outros. Assim, um alívio enganoso parecia apontar para a seguinte situação: “O que interessa agora é o Internet Explorer”. Os usuários de outros programas estavam em número muito pequeno para almejar qualquer consideração especial.

Esse alívio logo se demonstrou infundado. Em primeiro lugar porque os problemas de compatibilidade permaneceram entre as versões do Internet Explorer. Em segundo, e esse é um fenômeno mais recente, outros navegadores ganharam fatias pequenas desse “mercado” (até onde podemos chamar de mercado uma disputa de produtos gratuitos). Suas fatias somadas não são mais desprezíveis e, em alguns casos, ultrapassam 20% dos visitantes.

Mas será que estamos mesmo diante de uma nova batalha desta guerra e teremos que utilizar as mesmas armas ineficazes e caras que foram até aqui usadas? Acreditamos que não e explicamos porquê. Leia aqui a segunda e última parte.


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