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Por Luiz Fernando Brandão
A falta de disposição para o diálogo pode implicar o fracasso de empreendimentos a que foram dedicados sonhos, capital e trabalho.
No meio empresarial preocupado com o destino dos negócios, está em voga uma expressão nascida na língua inglesa que pretende traduzir um processo cada vez mais crucial para as organizações: o "engajamento das partes interessadas", ou stakeholder engagement.
Trata-se tanto da disposição quanto do esforço, por parte de empresas e instituições, em aproximar-se de indivíduos ou grupos que, de uma ou de outra forma, são ou podem ser por elas afetados, e de cuja boa vontade (good will) elas dependem para alcançar seus objetivos, sejam estes sucesso nos negócios, relacionamentos construtivos ou êxitos políticos, entre outros.
Associado ao conceito de engajamento está um outro, relativamente novo, o da "licença social para operar", que os descomprometidos com o politicamente correto resumem em "licença para lucrar".
Pois a idéia é exatamente essa: para tocar o negócio, e obter o retorno financeiro necessário para continuar na praça, no novo cenário não bastam as licenças tradicionais — regulatórias, ambientais e outras. Há que contar com o aval da sociedade, representada por interlocutores como ONGs, sindicatos, associações de bairro, paroquiais e outros.
Mas, por que "engajamento"?
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